Município de Loulé - Câmara Municipal de Loulé

Iniciativas

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Áreas Protegidas

O Concelho de Loulé possui cerca de 51,3 % da sua superfície classificada como área protegida, incluindo as áreas correspondentes às Áreas protegidas de Âmbito Local (paisagem Protegida Local da rocha da Pena e Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola), Parque Natural da Ria Formosa e Rede Natura 2000.

  • Rede Natura 2000

    A Rede Natura 2000 é uma rede ecológica europeia constituída por Zonas de Protecção Especial, na Directiva Aves (79/409/CEE, de 2 de Abril 1979), que visa a conservação de aves e dos seus habitats, e por Zonas Especiais de Conservação (ZECs), na Directiva Habitats (92/43/CEE, 21 Maio 1992), que visa a conservação dos habitats naturais, fauna e flora, listados na respectiva directiva.

    O Concelho de Loulé abrange algumas das áreas classificadas pertencentes á Rede Natura 2000, nomeadamente os sítios: Barrocal, Caldeirão, Ribeira do Vascão, Ribeira de Quarteira e Ria Formosa, que têm como objectivos a conservação de espécies animais e vegetais.

  • Parque Natural da Ria Formosa

    O Parque Natural da Ria Formosa é a maior e mais importante zona húmida do Algarve, situando-se entre o Ancão (Concelho de Loulé) e a Manta Rota (Concelho de Vila Real de Santo António). Ocupa uma área de 18 400 ha, dos quais 893 pertencem ao Concelho de Loulé, numa extensão de 60 km paralelos à costa. A maior parte desta área corresponde ao sistema lagunar da Ria Formosa, um cordão de ilhas e penínsulas arenosas que se extendem paralelamente à costa, protegendo assim uma laguna onde se desenvolve um labirinto de sapais, canais, zonas de vasa e ilhotas.

    É uma área de grande importância, pois apresenta uma elevada variedade de habitats aquáticos e terrestres. Em relação à avifauna, esta área é considerada de grande importância nacional e internacional.

    Na área do Parque Natural da Ria Formosa situada no Concelho de Loulé, e com o objectivo de dar a conhecer esta importante área protegida, foram criados dois Trilhos da Natureza: o Trilho São Lourenço e o Trilho Quinta do Lago, que permite ao visitante usufruir de todo o esplendor da paisagem e observar a enorme diversidade biológica existente.

  • Paisagem protegida Local da Fonte Benémola

    A Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola fica situada nas Freguesias de Querença e Tôr, ocupando uma área de 392ha, em pleno Barrocal Algarvio. A área protegida é atravessada pela Ribeira da Menalva, onde existe água durante todo o ano, o que contribui para que a sua fauna e flora seja rica e diversificada.

    Existem mais de 300 espécies diferentes de plantas nesta Paisagem Protegida Local. O facto de existirem solos xistosos, solos calcários e uma ribeira tem contribuído para esta variedade. Além da flora existem também mais de 100 espécies de aves que fazem os seus ninhos nas encostas do vale e nas margens da ribeira, dos quais se destaca o Guarda Rios, Abelharuco e a Águia de Bonelli.

    O património construído desta Paisagem Protegida está ligado à água, nomeadamente o moinho de água, as levadas, as noras e os açudes.

  • Paisagem protegida Local da Rocha da Pena

    A Paisagem Protegida Local da Rocha da Pena situa-se nas Freguesias de Salir e Benafim, ocupando uma área de 637ha na transição entre o Barrocal e a Serra algarvia. A altitude máxima é de 479m.

    Ao longo dos anos, a rocha calcária tem sofrido uma lenta erosão química que originou a formação de fendas e grutas. A fauna e a flora são muito variadas, existindo mais de 500 espécies vegetais.

    Nesta Paisagem Protegida Local existem cerca de 30 endemismos, dos quais é importante salientar o Narcissus calcicola, que é endémica de Portugal, e a Bellevalia hackelli que é endémica do Barrocal Algarvio. Existem também 122 espécies de aves nesta área protegida, das quais se destaca a Águia de Bonelli, o Bufo Real e a Águia de Asa Redonda.

    A nível de património histórico e construído ainda é possível ver um dos dois amuralhamentos que remontam à Idade do Ferro e serviam para defender os habitantes na zona onde se refugiavam no planalto. Existe também uma chaminé datada de 1827 e uma porta em arcada, ambas localizadas na Aldeia da Penina.