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Autores em destaque 2019

  • Autor em destaque mês de março 2019

    Fernando Echevarría

    “Cursou Humanidades em Portugal e Filosofia e Teologia em Espanha. Exilado em Paris, em 1961, dedicou-se à atividade de docente e dividiu a sua existência entre França, Argélia e Portugal. Colaborou em publicações como Graal, Cadernos do Meio-Dia, Eros ou Colóquio/Letras. Surgindo num momento de balanço das tendências poéticas que atravessaram a década de 50, e anunciando já caminhos a percorrer na década seguinte, a novidade contida nas primeiras obras de Fernando Echevarría reside na escolha do poema curto assente ‘em insólitos enjambements, no amplo recurso à frase nominal, e na estranheza das imagens com que procurava expressar-se, em rude e humaníssima linguagem, o diálogo com o divino’, o excesso da expressão procedendo, não da proliferação discursiva, mas da ‘intensidade com que, dentro da tradição mística e da tradição barroca a que esteve exposto, por prolongada estadia num período decisivo da sua formação’ (cf. MARTINHO, F. J. B., op. cit., p. 187, sobre uma nota de apresentação de Fernando Echevarría de Egito Gonçalves, datada de 1961). As metáforas verbais, o amplo uso da frase nominal, a disciplina rítmica e rimática, o jogo dialético das palavras reiteradas no poema, são algumas das características de uma poética que tem sido frequentemente inserida num movimento neobarroco na sua dupla fonte: a do contacto direto com a tradição gongórica e a releitura depurada dessa tradição efetuada pela geração espanhola de 27 (cf. GUIMARÃES, Fernando - "Fernando Echevarría", in Dicionário de Literatura Portuguesa, Lisboa, 1996). Não será porém errado aproximar Fernando Echevarría de outras duas tendências contemporâneas: por um lado, a do desenvolvimento de uma poesia reflexiva, a que subjaz a especulação filosófica, e que aproxima o autor de alguns colaboradores de Eros, como Fernando Guimarães ou António José Maldonado, tendência, aliás, agudizada nos últimos títulos (Introdução à Filosofia e Fenomenologia); e, por outro lado, coincidente muitas vezes com a tendência anterior, a da compreensão, na esteira do simbolismo mallarmiano, da poesia como um instrumento de conhecimento, na decifração de uma dimensão absoluta e de uma verdade metafísica que podem ser entrevistas pelo uso do símbolo na condensação intensiva de todas as irradiações significativas de certas palavras.

    O poeta Fernando Echevarría foi homenageado no Porto, em sessão que decorreu na Biblioteca Almeida Garrett. A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, atribuiu-lhe a medalha de mérito cultural.”

     

    No fundo documental da Biblioteca pode encontrar os seguintes títulos:

     

    Poesia: (1980-1984) – Cota 82P

    Uso de penumbra – Cota 82P ECH

    Sobre os mortos – Cota 82P ECH

    Poesia, 1956-1979 – Cota 82P ECH

    Sombras oblíquas – Cota 82P AGR

    Figuras – Cota 82P ECH

    Introdução à poesia – Cota 82P ECH

    Geórgicas – Cota 82P ECH

    In terra viventium – Cota 82P ECH

    Lugar de estudo – Cota 82P ECH

    Categorias e outras paisagens – 82P ECH

    Fenomenologia – Cota 82P ECH

     

     

    In https://www.wook.pt/autor/fernando-echevarria/15554 e https://www.facebook.com/LivroDGLAB-1470095553263742/

  • Autor em destaque mês de fevereiro 2019

    Manuel Gusmão

    “Manuel Gusmão nasceu em Évora, em Dezembro de 1945. Licenciou-se em Filologia Românica (1970) pela Universidade de Lisboa, e doutorou-se em Literatura Francesa.
    Foi professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desenvolvendo trabalho nas áreas da Literatura Portuguesa, Literatura Francesa e Teoria da Literatura.

    Estreou-se como poeta apenas aos 45 anos, em 1990, com Dois Sóis, A Rosa a Arquitectura do Mundo. Seis anos depois, publicou Mapas, o Assombro a Sombra. Mas foi com Teatros do Tempo que o eco da sua obra (toda publicada na Caminho) se alargou. Além do bom acolhimento crítico, o livro esgotou e foi reeditado em poucos meses.

    Publicou ensaios ou prefaciou obras de Fernando Pessoa, Gastão Cruz, Carlos de Oliveira, Herberto Helder, Sophia de Mello Breyner Andresen, Luiza Neto Jorge, Ruy Belo, Armando Silva Carvalho, Fernando Assis Pacheco, Almeida Faria, Maria Velho da Costa, Nuno Bragança, Maria Gabriela Llansol, Luís de Sousa Costa e José Saramago. Na área da tradução, Gusmão verteu para português poemas de Calderón de La Barca, Olivier Cadiot, Christian Prigent e Francis Ponge.

    Ao longo da sua carreira recebeu o Prémio do P.E.N. Clube Português para Melhor Obra de Poesia, em 1997, com Mapas, o Assombro e Sombra, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava relativos a 2001, com Teatros do Tempo, entre muitos outros.

    Em 2011 recebeu o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, por Tatuagem e Palimpsesto: da Poesia em Alguns Poetas e Poemas, e em 2014 o Prémio de Poesia António Gedeão, pelo Pequeno Tratado das Figuras.

    No ano passado Manuel Gusmão publicou os títulos A Foz em Delta e Neo-Realismo uma Poética do Testemunho, alguns exercícios de releitura.

    Gusmão assina o libreto da ópera Os Dias Levantados, de António Pinho Vargas, estreada em 1998, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

    Manuel Gusmão foi membro do Comité Central do PCP, entre 1979 e 2016, tendo sido eleito, em 1975, deputado à Assembleia Constituinte no círculo eleitoral de Évora, sua cidade natal. No ano seguinte é eleito para a Assembleia da República, tendo ainda feito parte de vários órgãos do PCP, para o qual dirige, desde o primeiro número, a revista Caderno Vermelho.

    O poeta e ensaísta vai receber, dia 5 de fevereiro, a Medalha de Mérito Cultura, atribuída pela Ministra da Cultura, Graça Fonseca.”

     

    No fundo documental da Biblioteca pode encontrar os seguintes títulos:

     

    Casas pardas – Cota 83 COS

    Mapas: o assombro e a sombra: 1989-1993 – Cota 82P GUS

    Dois sóis, a rosa: a arquitectura do mundo – Cota 82P GUS

    Floresta encantada: novos caminhos da literatura comparada – Cota  82 FLO

    Migrações do fogo – Cota 82P GUS

    Alguns poemas: (antologia poética) – Cota 82P PON

    A poesia de Alberto Caeiro – Cota 82 PES

    O poema impossível: o "Fausto" de Pessoa – Cota 82 PES

    Pequeno tratado das figuras – Cota 82P GUS

    Poemas de Ricardo Reis – Cota 82P PES

    A vida é sonho – Cota 85 CAL

    Os dias levantados – Cota 4CD5473 VAR e 4CD5474 VAR

    A poesia de Carlos de Oliveira – Cota 82 OLI

     

     

    In https://www.wook.pt/autor/manuel-gusmao/9093

    https://www.dn.pt/lusa/interior/poeta-e-ensaista-manuel-gusmao-distinguido-com-medalha-de-merito-cultural-10499455.html?fbclid=IwAR0gFYl5NltyHd9jL2NZt3XcgbgMnIdq84qzIFDj-v6AtaNazn9wyTqhTBA

  • Autor em destaque mês de janeiro 2019

    Amos Oz

    “Autor de uma vasta obra traduzida em mais de 30 línguas, incluindo romances e ensaios, Amos Oz nasceu em Jerusalém, em 1939, e atualmente vivia em Telavive. Foi professor de Literatura na Universidade Ben-Gurion e em vida dedicou-se à militância em prol da paz entre palestinianos e israelitas. Desde 1991 que era membro da Academia da Língua Hebraica.

    Amos Oz foi várias vezes apontado como candidato ao Nobel da Literatura mas nunca chegou a ganhar o galardão. É, ainda assim, um dos mais importantes escritores israelitas da atualidade.

    Em setembro foi editada em Portugal, pelas Publicações D. Quixote, a obra Caros Fanáticos, um conjunto de três ensaios sobre fé, fanatismo e convivência no século XXI, escritos a partir de um sentido de urgência e preocupação e na crença de que um futuro melhor ainda é possível. O livro surge dez anos volvidos da publicação de Contra o Fanatismo.

    O romance Judas, editado em fevereiro de 2016 em Portugal, foi distinguido em novembro com o Prémio do Livro Yasnaya Polyana, criado pelo Museu Leo Tosltoi, na Rússia. Judas foi ainda nomeado para o Man Booker Prize em 2017.

    O prémio russo junta-se a uma lista de várias distinções, entre as quais os prémios Femina (1988), o da Paz dos Livreiros Alemães (1992), assim como o Prémio Israel de Literatura (1998), o Goethe (2005), o Grinzane Cavour (2007) e o Príncipe das Astúrias de Letras (2007). Em 2013 recebeu o Prémio Franz Kafka e, em 2015, o Pak Kyongni, da Coreia do Sul.

    Em Portugal estão traduzidos os seus livros A Caixa NegraConhecer Uma MulherA Terceira CondiçãoNão Chames Noite à NoiteUma Pantera na Cave, O Meu MichaelO Mesmo MarUma História de Amor e TrevasCenas da Vida de Aldeia, Entre Amigos e Judas, além de Caros Fanáticos.

    Em 2015, Natalie Portman realizou um filme baseado no livro de memórias do escritor — Uma História de Amor e Trevas. O mesmo foi exibido em ante-estreia, em Portugal, em 2016, no Judaica, festival de cinema e cultura judaica. O filme dramático narra parte da vida do escritor, ao mesmo tempo que acompanha a história política do seu país.

    Amos Oz faleceu a 28 de dezembro de 2018, com 79 anos.”

     

    No fundo documental da Biblioteca pode encontrar os seguintes títulos:

    Conhecer uma mulher – Cota 85 OZ

    Uma pantera na cave – Cota 85 OZ

    Não chames à noite noite – Cota 85 OZ

    A terceira condição – Cota 85 OZ

    Contra o fanatismo – Cota 32 OZ

    O mesmo mar – Cota 85 OZ

    A caixa negra – Cota 85 OZ

    Der dritte Zustand – Cota 85 LLE/OZ

     

    In https://observador.pt/2018/12/28/morreu-o-escritor-israelita-amos-oz/