Site Autárquico Loulé

1998

  • Isabel da Cruz Rocha (1919-?)

    Agraciada com a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata

     

    Isabel da Cruz Rocha nasceu na freguesia de S. Clemente em 6 de Outubro de 1919.

    A sua vida liga-se intimamente à Casa da Primeira Infância de Loulé, onde começou a trabalhar a 6 de Fevereiro de 1946.

    A sua vida profissional é inteiramente dedicada à vigilância infantil.

    Isabel da Cruz Rocha chegou a ocupar na Casa da Primeira Infância o cargo de lugar-tenente da Administração.

    Reformou-se em Agosto de 1997.

  • Ilídio Floro (1932-)

    Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata

     

    Ilídio Cruz Floro nasceu na freguesia de S. Clemente em 30 de Maio de 1932.

    Bem cedo se iniciou nas lides da vida com a aprendizagem do mister de sapateiro.

    Em 1959 iniciou a sua actividade comercial, como industrial de sapataria.

    Em 1961, 1962 e 1963, no Louletano Desportos Clube, integrou a sua Direcção, como vogal.

    Em 1967, 1968 e 1969 foi director da Filarmónica Artistas de Minerva.

    Em 1969 e nos anos seguintes, integrou a Comissão do Carnaval de Loulé e em 1975 liderou a organização da mesma festividade.

    Em 1976, dá os primeiros passos na organização do Rancho Folclórico Infantil de Loulé, em cuja fundação participou e do qual foi presidente durante seis anos.

    Em 1980, assumiu a organização do Festival de Acordeão em homenagem aos 50 anos da carreira de Eugénia Lima.

    Colaborou também com a Comissão de Festas da Mãe Soberana, durante três anos.

    Na qualidade de seu director, Ilídio Floro dedicou-se à Sociedade Recreativa dos Artistas, tendo sido o último presidente da Assembleia Geral desta agremiação.

    Actualmente continua a dedicar-se ao comércio de calçado.

  • Idália Farinho Custódio (1938-)

    Agraciada com a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata

     

    Idália Farinho Custódio nasceu em Loulé, em 1938. Licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Leccionou na Escola E.B 2,3 Engenheiro Duarte Pacheco de Loulé. Em termos literários, participou com poemas em diversas antologias como a "IV Antologia de Poesia Contemporânea". A autora tem se dedicado igualmente a recolhas etnográficas desde os anos 60, acompanhando Maria Aliete Galhoz na sua pesquisa em Vale Judeu, assim como na colecta para o vol. II do "Romanceiro Popular Português" da mesma autora. Em 1994, uma dedicação mais sistemática á pesquisa de Vale Judeu resultou na publicação de "Memória Tradicional de Vale Judeu" e "Memória Tradicional de Vale Judeu II". É também autora, com Isabel Cardigos e Maria Aliete Galhoz, de várias obras subordinadas ao tema “Património Oral do Concelho de Loulé” de que já foram publicados os volumes: contos, romances e orações. Destaca-se igualmente no campo da poesia, nomeadamente infanto-juvenil, com obras como "Até à Estrela do Mar", editada em 2000. No âmbito infanto-juvenil é também autora de diversos contos como "A Viagem da Parker 51" (1985) ou "O Segredo da Rainha" (1991).

  • Francisco José da Silva Gonçalves (1954-)

    Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata

     

    Francisco José da Silva Gonçalves nasceu em Messines de Baixo, em 27 de Janeiro de 1954.

    Aos dois anos de idade foi, com os seus pais, para Alte, onde fez a instrução primária na antiga Escola Conde Ferreira. Concluiu o Ciclo Preparatório e o Curso de Formação Electromecânico e nos anos seguintes frequentou as Secções Preparatórias para o Instituto Industrial, na Escola Tomás Cabreira, em Faro.

    Desde os 16 anos de idade que integrou o Grupo Folclórico de Alte, primeiramente como dançarino e depois como “mandador” do baile de roda mandado.

    Em 1972 foi funcionário da Casa do Povo de Alte e, posteriormente, seu dirigente, cargo que foi extinto em 1974.

    Em 1974 foi um dos fundadores do já extinto Grupo Desportivo e Cultural de Alte, integrando os Corpos Dirigentes da colectividade e participando nas modalidades de Futebol e Atletismo.

    Em 1986 foi um dos fundadores do Centro de Animação e Apoio Comunitário da Freguesia de Alte, associação sem fins lucrativos, dedicada aos tempos livres das crianças e jovens da freguesia, tendo como actividades desportivas o Atletismo, Futebol, Futsal, Ténis de Mesa e Jogos Tradicionais.

    Foi eleito elemento da Assembleia de Freguesia, em dois mandatos.

    Actualmente é director do Centro de Animação e Apoio Comunitário da Freguesia de Alte.

  • Filipe Viegas Aleixo (1915-2000)

    Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata

     

    Originário de uma família burguesa de largas posses económicas, nasceu em Loulé a 22-8-1915 e faleceu na mesma cidade a 10-08-2000, mas nos estudos, não foi além da instrução primária. Ainda jovem ficou órfão de pai, tornando-se administrador dos bens familiares. O gosto pela leitura fê-lo admirador das correntes democráticas, e não raras vezes tornava públicas as suas discordâncias políticas, denunciando as desigualdades sociais que então minavam a sociedade portuguesa. Por isso foi preso em 1943 pela PIDE, que sem julgamento o deixou encarcerado até 1945. Empregou-se em 1948 na SECIL mas para fugir à PIDE emigrou em 1953 para São Paulo, no Brasil, onde participou activamente no Movimento Portugal Democrático até 1955. Nesse ano partiu para El Tigre, na Venezuela, onde acabava de ser deposto o ditador Perez Gimenez, inscrevendo-se então na Junta Patriótica Portuguesa de Caracas. Em 1959 o capitão Henrique Galvão - um dos grandes colonialistas portugueses convertido em democrata – refugiou-se na Venezuela e começou a preparar uma manobra política que atraísse a atenção do mundo. Decidiu-se por uma acção de pirataria marítima e aproveitando a atracagem do navio «Santa Maria», organizou o seu assalto recrutando um grupo de vinte e um improvisados operacionais. Um deles foi precisamente Filipe Viegas Aleixo, que na noite de 21 para 22 de Janeiro de 1961 tomaram o comando do navio, numa mediática acção política que abalou a “paz podre” do salazarismo e abriu caminho à revolta armada nas colónias africanas.
    Terminada a aventura do «Santa Maria» aportou no Brasil, como exilado político, mas em 1964 já está em França ao lado de Palma Inácio para tentar entrar em Portugal, mas é preso por influência da PIDE em Grenoble. Felizmente foi libertado a pedido dos movimentos democráticos que apoiavam os activistas portugueses no exílio. Em 1968 entrou clandestinamente em Portugal, sendo detido logo em Agosto na vila de Moncorvo e remetido para o Porto, onde viu reconfirmada a pena de prisão que lhe fora atribuída pela acção contra o «Santa Maria». Transferido para o forte de Peniche aí permaneceu até ao «25 de Abril», altura em que viu finalmente ser-lhe restituída a tão almejada liberdade. Voltou então para Loulé onde foi integrado nos quadros efectivos do município, dedicando-se à actividade sindical até 1985, data da sua aposentação. No ano 2000, mais precisamente em Março, e ainda na plenitude das suas faculdades intelectuais, mandou editar o livro “Lições de Filosofia: dos mais variados ramos da actividade humana à luz da ciência”, no qual compilou um conjunto de textos relativos aos mais diversos problemas socioculturais que afligiram a humanidade neste século. Nesse mesmo ano de 2000, mandou também às suas expensas editar aquele que foi o seu derradeiro livro intitulado “As crianças são a razão da vida e a alma do conhecimento humano”, dirigido à formação moral e intelectual dos mais jovens
    A sua adiantada idade e precário estado de saúde forçou o seu recolhimento a um lar de idosos onde pouco depois viria a falecer.

  • Daniel Vieira (1937-)

    Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata

     

    Daniel Vieira nasceu na freguesia de Alte em 3 de Junho de 1937.
    Licenciado em pintura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, especializou-se em gravura com os mestres Teixeira Lopes e Matilde Marçal. 
    Membro da Sociedade de Gravadores Portugueses, realizou diversas exposições em Portugal e no estrangeiro, sendo galardoado com vários prémios.

    Em Alte, concebeu e fundou a “Horta das Artes – Centro de Artes e Culturas”, projecto plural que engloba, além das artes plásticas, a música, o teatro, o cinema.

    Há mais de trinta anos que desenvolve trabalhos de recolha na área da música e literatura populares.

  • Casa da Cultura de Loulé

    Agraciada com a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata

     

    Em 1979 um grupo de professores de Loulé reconheceu a necessidade de uma intervenção cívica para além do âmbito das suas funções normais, ou seja, algo que dinamizasse a vida cultural da cidade – então uma pequena vila. Na sequência de vários encontros foram criadas as bases para o lançamento de um projecto cultural, tendo sido criada então a Comissão Pró Casa da Cultura.

    A duração desta estrutura, com esta designação, foi relativamente curta, tendo dado lugar à criação da Associação Pró Casa da Cultura.

    Em 1987 foi adoptado o actual nome – Casa da Cultura de Loulé e algum tempo depois, quando o Instituto Português da Juventude criou o RNAJ – Registo Nacional de Associações Juvenis – a Associação procedeu aí ao seu registo como Associação Juvenil.

    Actualmente a Associação conta com 670 associados e tem-se vindo a constituir como uma entidade de referência no sector da dinamização sociocultural da cidade e do concelho de Loulé.

    A actual Direcção é composta por nove elementos, sendo cada um deles responsável por uma ou mais áreas de trabalho da Associação. Todas as actividades são asseguradas pelos associados em regime de voluntariado, existindo apenas dois elementos assalariados que asseguram as tarefas de secretariado.

    Ao longo dos anos a Casa da Cultura tem promovido um leque diversificado de actividades, estando patentes em todas elas três grandes linhas orientadoras: a organização, a formação e a divulgação de eventos culturais.

    Nos primeiros anos da sua existência, e até pela proveniência dos seus fundadores, foi privilegiada a intervenção junto das escolas, tendo sido desenvolvido todo um trabalho de fomento da prática desportiva, de relançamento dos jogos tradicionais e de apoio às artes plásticas. Seguidamente, começou a ser prestada maior atenção e apoio técnico ao lançamento e consolidação de outras associações locais, capazes de partilhar e prosseguir objectivos semelhantes noutras zonas da região, promovendo, nomeadamente, o intercâmbio de residentes em actividades valorizadoras dos recursos culturais da zona.

    Mais tarde, naturalmente, a Associação voltou-se para uma maior estruturação e alargamento das suas próprias actividades, estendendo-se estas pelas áreas do teatro, da fotografia e das artes plásticas e tendo-se fortalecido entretanto o sector da actividade gímnica.

  • Clube Automóvel de Loulé

    Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata

     

    Em 31 de Outubro de 1985 foi oficialmente criado, por escritura pública, o CLUBE AUTOMÓVEL DE LOULÉ. Preenchia-se assim um vazio sentido no Algarve, onde apenas, uma vez por ano, o Rallye do Algarve preenchia a animação desportiva no mundo do desporto automóvel, então organizado pelo Racal Clube de Silves.

    Em 1986, em pleno “boom” do Todo o Terreno em Portugal, o Clube

    Automóvel de Loulé organiza um passeio entre Sagres e Alcoutim/Vila Real de Santo António, que deixaria marcas nos muitos participantes que disseram sim à proposta do C.A.L. Por força da regulamentação, o TRANSALGARVE, como era denominado o Passeio, passou para competição. Prova inaugural dos Campeonatos, tem o seu lugar “cativo” no calendário desportivo nacional, constituindo um importante cartaz promocional do Algarve.

    No dia 11 de Agosto de 1986, o Clube Automóvel de Loulé conquistou o título de “Organizador de Provas Desportivas de Automobilismo”, sendo admitido como membro filiado do Automóvel Club de Portugal, à altura Autoridade Desportiva Nacional, com o Nº74.

    O ano de 1987 marca assim o início da actividade desportiva federada do C.A.L., desta feita com a organização do 1º Autocross do Algarve. É construída a Pista Permanente da Lagoa de Momprolé, tendo aí sido disputadas provas dessa modalidade até 1992, sempre pontuáveis para o Campeonato Nacional de Autocross.

    Em 1993 o Automóvel Clube de Portugal convidou o Clube Automóvel

    de Loulé para organizar o Rallye do Algarve, em virtude do desinteresse do Racal Clube de Silves, na sua organização. Por força da não organização desta prova em 1992, o mesmo deixou de pontuar para o Campeonato. Trazer o Rallye do Algarve de novo ao Campeonato Nacional foi um dos os objectivos do C.A.L. na época.

    A partir de 1994 o Clube Automóvel de Loulé entrou igualmente no

    mundo das duas rodas. O TRANSALGARVE passou a contar para o Campeonato Nacional de TT. Em 1996 o Clube passou a organizar provas de Supercross para o respectivo Campeonato Nacional.

    Em 1996 reeditámos a organização do Passeio para o Todo o Terreno

    no Algarve, para comemorarmos o 10º  aniversário do TRANSALGARVE. Em plena época de apogeu do todo o terreno turístico, o Clube lançou aos muitos adeptos do 4X4 um outro desafio denominado “Rota dos Mouros”, realizado durante três anos em Espanha e posteriormente em Marrocos. Por sugestão de vários responsáveis políticos, autarcas e empresários da Região, considerando a abrangência das organizações do Clube e por aprovação dos seus associados, através da sua Assembleia Geral, em 12 de Novembro de 1996 o Clube passou a denominar-se CLUBE AUTOMÓVEL DO ALGARVE.

  • Associação Cultural de Salir

    Agraciada com a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata

     

    As origens da Associação Cultural de Salir remontam aos finais da década de 1920, quando foi fundado em Salir um clube denominado “Leões da Serra”. A vida deste clube foi efémera, pouco mais de uma dezena de anos.

    O futebol nessa altura parou, seguiu-se a II Guerra Mundial e já na década de 1950 foi reactivado o associativismo em Salir. Do verde passou-se para o encarnado e nasceu o Sport Salir e Benfica. Mas mais uma vez o clubismo pelos grandes de Lisboa não se afirmou e o clube acabou por dissolver-se nos finais da década de 1960.

    Nova pausa no futebol, nova pausa no associativismo até que aparece a 3 de Março de 1975 um grupo de carolas impulsionados por José de Sousa Madeira que fundam a Associação Cultural de Salir. Primeiro foram as “jogatanas” da ocasião em terrenos que os atletas preparavam para o efeito (estamos a falar de terrenos agrícolas) e mais tarde veio então o espaço que é hoje a casa do clube, o campo Joaquim António Teixeira. Aqui o Salir conheceu momentos de grande significado como por exemplo o título de campeão do Algarve (I Divisão) na época 1990/1991. Seguiu-se a primeira presença no campeonato nacional da III Divisão (5º Lugar) e no ano seguinte a vitória na Série F. Um feito jamais pensado mas que prestigia a Associação Cultural de Salir que participou na época 1993/94 na II Divisão Nacional.

    Os principais dinamizadores do clube em 3 de Março de 1975 foram: José de Sousa Madeira, Sebastião José Pires Teixeira, José Inês Martins, Manuel Gomes Nogueira, Luís Faísca Gonçalves, José Faísca Marim Teixeira, Sebastião José Faísca Simão, Joaquim Filipe Guerreiro Mendes e José Manuel Guerreiro Teixeira.

    A Associação Cultural de Salir teve como primeiro presidente, José Inês Martins. Seguidamente o clube foi presidido por Sebastião José Pires Teixeira, José António Guerreiro Cavaco, José Dias Mendes e Manuel Martins Alves. O seu presidente actual chama-se Deodato Martins João.

    A Associação Cultural de Salir tem, além do futebol, outras modalidades o que a torna numa colectividade eclética. Assim para além do futebol, as outras modalidades promovidas por esta Associação são: o motorismo, a ginástica, o BTT, os jogos tradicionais e o tiro com armas de caça.

  • Artur Marques Guerreiro (1936-1977)

    Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata

     

    Artur Marcos Guerreiro nasceu no sítio da Cabaça, freguesia de Salir, em 29 de Março de 1936.

    Frequentou o Colégio Infante D. Henrique, em Loulé, onde completou o 5.º ano liceal, matriculando-se a seguir, em Évora, a fim de estudar Agronomia, curso que acabaria por interromper devido ao falecimento do pai.

    Assumiu então a administração da sua casa agrícola, dedicando-se à destilação do medronho, produzido e registado com a marca “Tia Anica”, uma das mais conhecidas e acreditadas aguardentes do mercado nacional.

    Conhecido como Artur da Cabaça foi, durante vários anos, locutor nos festejos do Carnaval de Loulé, inclusive em 1977, quando o seu estado de saúde já estava bastante debilitado. Foi também uma voz activa na criação da Cooperativa Agrícola em Loulé.

    Dedicou-se igualmente à organização da Festa da Espiga, entre 1968 e 1974.

    Em 1976, foi ainda candidato e cabeça de lista do PPD, à Presidência da Câmara Municipal de Loulé, contudo, devido ao agravamento do estado de saúde foi Vereador apenas por três meses, acabando por abdicar do cargo.

    Louletano liberal e democrata, Artur da Cabaça foi uma das figuras louletanas que subscreveu, publicamente, a candidatura de Humberto Delgado.

    Artur Marques Guerreiro faleceu a 31 de Dezembro de 1977.

  • Maria Amélia Ramos Elias (1929-1994)

    Agraciada com a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata

     

    Maria Amélia Ramos Elias nasceu na Freguesia de S. Clemente em 15 de Junho de 1929.

    Diplomada pelo Instituto Superior de Educação Física, Maria Amélia Ramos Elias foi professora de Educação Física, durante cinco anos, nos Liceus de Santarém, de Beja e de Lisboa. Posteriormente foi docente, durante doze anos, na Escola Industrial Josefa de Óbidos, de Lisboa.

    Foi também professora em diversos colégios particulares, nomeadamente no Colégio Infanta D. Joana e em vários clubes federados e também na F.N.A.T.

    Dedicou-se simultaneamente ao Voleibol, ao Basquetebol, à Educação Física e às Danças Populares.

    A sua competência e devoção extrema à dança e ao universo gimno-desportivo iriam levá-la um pouco por todo o Mundo. Assim, em 1965, na Áustria, foi responsável pela área de Danças Folclóricas da Classe Lisboa Ginásio Clube; em 1966 foi chefe da Delegação Portuguesa que se deslocou ao Brasil, a fim de colaborar nos Jogos da Primavera, realizados no Rio de Janeiro; foi Estagiária no Curso de “Dança Moderna” e as suas relações com a Educação Física, realizado em Aix-En-Provence, em França, financiada pelo Fundo de Fomento do Desporto; em 1967 frequentou um Curso Internacional de Ginástica Moderna, em Bruxelas, etc.

    Em 1985, Maria Amélia Ramos Elias passou a professora efectiva na Escola Secundária de Loulé, tendo-se aposentado em 1992.

    Faleceu a 14 de Julho de 1994.

  • Rogério Fernandes Ferreira (1929-2010)

    Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro

     

    Nasceu a 27 de Junho de 1929, em S. Clemente, freguesia de Loulé. De origens humildes, fez toda a sua instrução em Loulé, sem que tivesse possibilidades de estudar em Faro. Por morte da mãe e tendo o pai emigrado para a Argentina, Rogério Fernandes Ferreira abandonou os estudos aos quinze anos e começou a trabalhar na secção de Despacho da EVA- Empresa de Viação Algarve. Pouco depois, veio viver para Setúbal, onde entre outros empregos, trabalhou numa mercearia e retomou os estudos.

    Terminou em 1947 a Escola Comercial e Industrial com a mais alta classificação (18 valores) e, em 1949, entrou para o Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, sem nunca ter deixado de trabalhar e acabou o curso em 1954, com a classificação de 15 valores. Em 1966, licenciou-se em Direito, na Faculdade de Direito de Lisboa. E doutorou-se em 1983.

    Além da sua actividade como professor catedrático, em Portugal e no estrangeiro, publicou em revistas e jornais inúmeros artigos e livros sobre gestão, contabilidade, auditoria, fiscalidade, entre outros temas.
    Foi membro da comissão de Reforma Fiscal (1985/88), foi presidente da Comissão para a Revisão do IRS (1998) e da Comissão para a Revisão do IRC e Anteprojeto de Unificação (1999/2000). Foi também, recentemente, o primeiro presidente da Comissão de Normalização Contabilística de Portugal.

    Faleceu a 12 de Julho de 2010.

  • Júlio Cristóvão Mealha (1924-2006)

    Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro

     

    Júlio Cristóvão Mealha nasceu na freguesia de S. Clemente, Loulé, em 17 de Novembro de 1924. Frequentou o curso liceal no Liceu Nacional de Faro, concluído o qual entrou na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra onde fez os preparatórios de Engenharia. Seguiu-se a conclusão do Curso de Engenharia Electrotécnica, na Faculdade de Engenharia do Porto. Findo o serviço militar, Júlio Mealha leccionou, simultaneamente, na Escola Industrial e Comercial de Faro e no Colégio Farense. Com a abertura da Escola Industrial e Comercial de Loulé, passou a ministrar as disciplinas técnicas dos cursos de Electricidade e Electromecânica. Nos anos de 1969 e 1970, ocupa o lugar de vice-presidente, em exercício, da Câmara Municipal de Loulé. No ano lectivo de 1976/77, fez o estágio pedagógico na Escola Afonso Domingues, em Lisboa, e no ano seguinte passou a professor efectivo do 2º Grupo B (Electrotecnia), na Escola Secundária de Loulé. Em 1979, como cabeça de lista do Partido Popular Democrático é eleito presidente da Câmara Municipal de Loulé, facto que leva Júlio Cristóvão Mealha a interromper, de novo, o ensino durante o triénio de 1980 a 1982. Nas eleições autárquicas seguintes, assume a Presidência da Assembleia Geral da Câmara Municipal de Loulé, cargo que desempenhou no período de 1983 a 1985. 

    Foi sócio-fundador do Rotary Clube de Loulé, tendo presidido ao seu Conselho Director no ano rotário de 1983/84. 

    Na área do desporto, Júlio Cristóvão Mealha foi um entusiasta, amante e praticante de grandes méritos, da modalidade de Ténis de Mesa. Como jogador federado representou o Centro Universitário do Porto e o Louletano Desportos Clube. Integrou a Comissão Organizadora da Associação de Ténis de Mesa de Faro. Em 1990 e já sob a nova designação de Associação de Ténis de Mesa do Algarve, Júlio Cristóvão Mealha foi eleito presidente da Assembleia Geral. Em 1990 foi agraciado com o título honorífico de Sócio de Mérito desta Associação.

    Faleceu no dia 17 de Fevereiro de 2006.

  • André Jordan (1933-)

    Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro

     

    André Jordan, é muitas vezes descrito como “O Rei do Turismo em Portugal”. Deixou a Polónia, onde nasceu em 1933, ainda criança, quando a ameaça da Segunda Guerra Mundial e da perseguição Nazi se tornavam reais. A família, que perdera tudo na Polónia, teve uma breve passagem por Portugal mas foi no Brasil que se estabeleceu. Aí, Jordan começa a sua carreira, primeiro como jornalista e depois no imobiliário, passando mais tarde por outros países, como o Uruguai, a Argentina e os Estados Unidos da América.
    Regressa a Portugal em 1970 e fica conhecido pelo seu grande projecto no sul do país, a Quinta do Lago, reconhecida hoje como um dos empreendimentos de golfe e lazer mais famosos do mundo.
    Tendo como inspiração os country clubs americanos, a Quinta foi adaptada às características da paisagem algarvia. O conceito era novo em Portugal, mas Jordan acreditou no seu futuro brilhante.
    Com uma carreira de mais de 40 anos, criou ainda o Belas Clube de Campo, uma comunidade residencial com campo de golfe, perto de Lisboa, e levou a cabo um dos mais extraordinários planos de revitalização na zona de Vilamoura, assim como a criação do Programa Vilamoura XXI, no Algarve.