Site Autárquico Loulé

Som Riscado - Um novo festival de música e imagem em Loulé

Som Riscado - Um novo festival de música e imagem em Loulé

Cultura

16 de fevereiro de 2016

A Câmara Municipal de Loulé, através do Cine-Teatro Louletano, lança entre 31 de março e 3 de abril deste ano um novo conceito de festival em Loulé, cruzando música e imagem, a que chamou “Som Riscado”.

Sob os motes “riscar o som” e “arriscar pelo som”, o Som Riscado é um festival que pretende fomentar cruzamentos e diálogos criativos entre a nova música portuguesa de cariz experimental (minimal, psicadélica, eletrónica) e o(s) universo(s) da imagem e das artes visuais (desenho, pintura, fotografia, cinema, graffiti, arte digital/imagem animada, design e outros), juntando, nos formatos apresentados, artistas plásticos/visuais e outros criativos do Concelho de Loulé e da região (entre emergentes e reconhecidos) com projetos musicais já firmados no panorama nacional.

Esta primeira edição, em modo de ano zero, compreende três vertentes: concertos e performances; exposições e instalações; debate-reflexão e formação. A sua programação aposta ainda em propostas específicas que, numa espécie de escuta visualizável, procuram pensar a/sobre o Concelho de Loulé no que toca ao papel dos sons no seu contínuo passado-presente-futuro e no imaginário afetivo e simbólico da comunidade. Há também uma programação de caráter interdisciplinar especialmente dirigida a crianças e famílias.

Entre os convidados contam-se as estreias absolutas no Algarve dos Sensible Soccers (em colaboração com a realizadora louletana Ana Perfeito) e dos Holy Nothing (com Rui Monteiro), duas bandas já amplamente reconhecidas que vêm, inclusive, apresentar os seus novos discos. Destaque ainda para o diálogo entre o reputado fotógrafo louletano Vasco Célio e dois nomes maiores da improvisação musical nacional, o contrabaixista Carlos Barretto e o acordeonista algarvio João Frade, bem como para o encontro, em jeito de carta-branca, entre o criativo Beau McCLellan (sediado em Loulé), o virtuoso pianista Filipe Raposo e o prestigiado ilustrador e designer gráfico António Jorge Gonçalves.

A nível de concertos e performances, são de sublinhar ainda as presenças de Boris Chimp 504, projeto audiovisual da dupla Miguel Neto e Rodrigo Carvalho, que apresenta no festival o seu primeiro álbum intitulado “Multiverse”, e dos Sampladélicos com o músico Sílvio Rosado e o documentarista Tiago Pereira (d’A música portuguesa a gostar dela própria), que criaram uma performance audiovisual a partir das gravações de práticas musicais ou ambientes sonoros do Concelho de Loulé, nomeadamente das suas zonas rurais, a qual funciona quer como arquivo vivo da identidade/tradição, quer como instrumento de desconstrução desse arquivo-memória, permitindo que a comunidade local se reveja e se questione. Também na mesma linha de reflexão sobre a escuta do Concelho, os Boris Chimp 504 apresentam uma instalação sonora interativa sobre o futuro do som em Loulé.

Fruto dos desafios lançados pelo festival a várias instituições escolares, haverá um after-hours intitulado “Dreaming in Tempo” que junta em estreita colaboração, pela primeira vez, os alunos do Curso de Música Eletrónica da ETIC_Algarve e da Licenciatura em Imagem Animada da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve, bem como um espetáculo interdisciplinar, cruzando som, imagem e corpo e dedicado ao tema da pegada ambiental, dinamizado por alunos e docentes da Escola Secundária Dr.ª Laura Ayres (Quarteira) em parceria com o novo projeto musical farense Epiphany.

Inspirados no tema do festival e a convite do mesmo, os reconhecidos artistas Marum Nascimento, Milita Doré e Susana de Medeiros apresentarão uma exposição coletiva denominada “Anatomias do Som”, que será depois lida sonoramente, em formato de performance, pelo prestigiado artista plástico Pedro Cabral Santo. Haverá ainda espaço para intervenções em espaços exteriores, com uma instalação Street Art e vídeo mapping com Menau e convidado sobre a temática do festival, bem como uma instalação sonora interativa a pensar especialmente nos mais pequenos e suas famílias, dinamizada pela banda Holy Nothing juntamente com o artista visual Rui Monteiro, na qual reproduzem a sua forma de estar nos concertos em palco.

O festival privilegia ainda a vertente formativa com uma masterclass sobre criação de espetáculos audiovisuais ministrada pelo projeto Boris Chimp 504, bem como um debate sobre Som e Artes Visuais/Design moderado por Mirian Tavares, no qual participarão os convidados Joana Lessa, Nuno Ribeiro, Pedro Cabral Santo e Rudolfo Quintas.

Os mais novos também não esquecidos neste novo festival, havendo duas propostas interdisciplinares e mais experimentais particularmente direcionadas para o público infantil no sentido de lhe abrir novos horizontes estéticos: o “Retrato Falado”, juntando teatro e instalação, e o C_Vib, com escultura sonoras que dialogam com eletrónica ao vivo e dança contemporânea.

O Mestrado em Design de Comunicação para o Turismo e Cultura da Universidade do Algarve está igualmente associado a este festival, tendo a identidade visual do mesmo sido concebida pelo mestrando Pedro Vicente sob a orientação de António Lacerda. A ETIC_Algarve, sediada em Faro, é igualmente parceira institucional deste evento na produção do seu teaser e trailer oficiais e no apoio à cobertura fotográfica e fílmica do mesmo.

Tendo o Cine-Teatro Louletano como epicentro, o “Som Riscado” envolverá vários espaços da cidade nas suas atividades, bem como diversos parceiros institucionais do Concelho e da região que têm desenvolvido uma dinâmica assinalável na temática em que o festival se centra: Universidade do Algarve (Escola Superior de Educação e Comunicação, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais e Centro de Investigação em Artes e Comunicação [CIAC]), ETIC_Algarve, Instituto Superior Dom Afonso III (INUAF), Agrupamento de Escolas Dr.ª Laura Ayres (Quarteira), Casa da Cultura de Loulé e Studio43.

O Festival tem a duração de 4 dias (quinta-feira a domingo), havendo um passe geral de acesso ao mesmo com um custo promocional por pessoa de 10 euros quando adquirido até 29 de março (a partir de 30 de março o valor do passe passa para 15 euros). Os bilhetes diários (para os dias 1, 2 e 3 de abril, dado que no primeiro dia do festival, 31 de março, não há, excecionalmente, formatos de entrada paga) têm um custo de 8 euros por pessoa, sendo que para maiores de 65 e menores de 30 anos custam 5 euros no âmbito da política de descontos iniciada pelo Cine-Teatro em 2016.

Para mais informações e reservas os interessados podem contactar o Cine-Teatro Louletano pelo telefone 289 414 604 (terça a sexta das 13h00 às 18h00) ou pelo email cinereservas@cm-loule.pt, podendo ainda consultar a sua página de facebook, em permanente atualização. Os bilhetes para o festival encontram-se igualmente à venda na FNAC, Worten, CTT, Pousadas da Juventude, El Corte Inglés, Lojas Note!, Rede Serveasy e na plataforma on-line BOL (reservas 18 20 e www.bol.pt).