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ALGAS NAS PRAIAS NÃO SÃO PREJUDICIAIS PARA A SAÚDE DOS BANHISTAS OU PARA O AMBIENTE

ALGAS NAS PRAIAS NÃO SÃO PREJUDICIAIS PARA A SAÚDE DOS BANHISTAS OU PARA O AMBIENTE

Ambiente

04 de agosto 2021

O aparecimento e acumulação de microalgas ao longo das praias algarvias, onde se incluem naturalmente as do concelho de Loulé, tem causado algum receio por parte dos banhistas, pelo que a APA – Agência Portuguesa do Ambiente, emitiu um comunicado onde esclarece que este “fenómeno natural não põe em causa a qualidade da água” e, como tal, não representa qualquer perigo para a saúde pública ou para o ambiente.

E para deixar mais tranquilos os veraneantes que nesta altura do ano procuram as águas algarvias, a APA está mesmo a monitorizar esta situação que não é nova nestas paragens. "Após identificação das espécies de macroalgas (também conhecidas como algas marinhas) em questão, tendo em consideração tratar-se de um acontecimento repetido, habitual nestas praias, bem como os bons resultados das análises efetuadas à qualidade da água balnear, consideramos estarem reunidas condições de segurança para a saúde na utilização destas águas para o banho", refere a entidade que tutela as matérias ambientais.

A baixa temperatura da água do mar registada no último mês, bem como outras condições meteorológicas e oceanográficas levam a esta movimentação das massas de algas e à sua acumulação na zona de rebentação das ondas, sendo posteriormente espalhadas pelo areal. No entanto a APA sublinha as diferenças do tipo de algas que surgem, de acordo com a zona da região. Se no Barlavento são castanhas e vermelhas – Phaeophyta e Rhodophyta e aparecem “na sequência de correntes propícias ou após vários dias com rajadas de vento constantes, o que impele a subida de águas profundas até à superfície”, no Sotavento, onde se encontram as praias louletanas, as algas acumuladas incluem-se usualmente no filo Chlorophyta, as chamadas algas-verdes.

A APA alerta ainda para uma outra situação que não tem qualquer relação com a acumulação de algas e que se prende com o surgimento de sedimentos escuros e lodosos “logo abaixo do nível das areias”, em praias como Quarteira, Forte Novo ou Vale do Lobo”. “Estes sedimentos correspondem a níveis geológicos relacionados com a existência histórica de sistemas estuarino-lagunares na zona, não constituindo qualquer risco para a saúde pública”, explica a APA.

Também junto dos serviços municipais de Loulé algumas pessoas têm reportado esta situação, manifestando alguma apreensão, mas, baseando-se no parecer técnico da APA, a Câmara Municipal de Loulé reforça a qualidade ambiental das suas praias e a segurança das mesmas, junto dos muitos banhistas que nesta altura do ano escolhem a faixa litoral do concelho de Loulé para as suas férias.